Lembra da Alice que tinha saído do país das maravilhas? Aquela que viveu em um mundo de ilusão por tanto tempo que já não sabia mais como lidar com a realidade? Pois é... aquela Alice agora sentia medo: tanto medo que a paralisava completamente.
As palavras queriam sair de sua boca, mas a razão a impedia. Ela sabia que suas palavras já botaram tudo a perder (mais de uma vez), e o que ela tinha em mãos agora era valioso demais para deixar voar assim. Ela sentiria falta, muito mais falta dessa realidade de agora do que aquela mágica que ela tinha anteriormente.
O medo é um sentimento abominável, castrador. E a Alice vai se isolando cada dia mais, se afastando da luz do sol, de companhia, até se tornar pedra. Talvez então ela não terá mais medo.
Nunca vi um livro/filme se encaixar tanto na vida de uma pessoa como "Comer Rezar Amar" se encaixa na minha vida agora. Saí do filme leve, com uma sensação de estar fazendo tudo exatamente como eu deveria fazer, e tendo a certeza de um final feliz!
Contando melhor o fato: fui ao cinema hoje com minha irmã e meu cunhado... fomos no shopping Vila Olímpia, porque minha irmã queria muito que eu conhecesse a sala de cinema hipermegamasterblaster que eles têm lá dentro. Mas de verdade? Troco fácil todo aquele conforto por um certo sofá, um edredon, pés apoiados no banquinho do computador e uma companhia maravilhosa do lado.
Foi quando começou o filme que iniciei minha viagem através desses meus últimos meses... mais especificamente depois do primeiro quadrimestre deste ano. E todos, absolutamente todos os personagens deste filme me ensinaram algo, ou demonstraram algo que eu já fazia, ainda que inconscientemente. Fiquei por tanto tempo me preocupando demais com tudo o que houve, que acabei armazenando coisas demais dentro da minha cabeça, tornando impossível qualquer oportunidade para algo novo entrar e tomar conta de mim... ao mesmo tempo, passei tanto tempo junto com alguém... que esqueci como era viver sozinha, como era ser só eu.
Hoje, sem sombra de dúvida, aceito tudo e todos que passaram pela minha vida como grandes professores! Todos eles eram necessários para que eu chegasse exatamente neste ponto da minha vida. Estou tranquila, e em paz!!! Ainda com um certo medo de abrir a minha mente para que algo novo entre... mas sei que minha hora ainda vai chegar... talvez até já tenha chegado.
Enfim, pra entender um pouco mais do que eu estou falando, só vendo o filme... trailers abaixo!!!
De uns tempos pra cá, tenho descoberto vários novos gostos... alguns novos hobbies que são no mínimo interessantes. Um deles tem sido a observação (não sei se posso dizer psicológica ou antropológica) das pessoas que passam por mim.
Isso é muito legal, porque estas pessoas que estão sendo observadas nem imaginam que eu as observo. Fico imaginando se não há outros anônimos por ai que me observam e que tecem comentários a meu respeito.
Hoje, vindo para a faculdade, encontrei alguns tipos realmente bizarros (alguns deles que você só consegue encontrar na letras), como uma menina mais colorida que o arco-íris, vestindo todos os tons de cores em uma só combinação de roupa. Ao chegar na sala dos computadores, tem uma menina ao meu lado que insiste em tocar Derbake... dá vontade de sair dançando aquela Dança do Ventre que eu abandonei há algum tempo...
Há mais ou menos um mês atrás, fui vítima de um assalto a mão armada na frente da minha casa. Roubaram meu carro, meu notebook, meu celular, minha mochila, meu CD player do carro, mas mais do que isso, roubaram meu último suspiro de paixão por São Paulo.
A dor da violência que passamos (sim, porque meus pais estavam presentes no assalto) é muito maior do que o suor que terei de derramar para poder repor o que aquele ser me levou. E meu orgulho de ser paulistana foi embora também: isso é praticamente impossível de reaver.
Como posso me orgulhar de uma cidade que tira tanto de mim, e que muito pouco me dá em retorno?
Eu sei que tudo o que passei foi um grande aprendizado... e sei também que talvez sem este trauma enorme, eu nunca teria tido a coragem necessária de tomar novamente as rédeas da minha vida. Sei também que preciso perdoar os infelizes que cometeram este ato contra mim, sendo que nem os conhecia. Mas é difícil demais... ver meus pais com medo de botar os pés na rua me mata aos poucos, ver meus pais com medo que EU SAIA até pra TRABALHAR, é duro demais.
Nisso tudo, o que mais me doi é o desamor por São Paulo, que tem crescido dentro de mim a cada dia. Uma ânsia quase louca de sair daqui, de respirar novos ares, de (re)construir minha vida longe daqui (longe, pero no mucho).
Trinta anos... certa vez, conversando com uma amiga minha, surgiu o assunto tão polêmico: o que significa ter trinta anos para uma mulher?
Ela prontamente me respondeu que o nosso corpo muda, bem como nosso metabolismo. Não quis acreditar na época. Hoje sei que tudo o que ela falou é muito verdade... e vai além.
Sinto minha mudança não só fisica, mas psicologicamente. Minhas prioridades tem mudado bastante, meus desejos, minhas vontades. Me sinto mais madura, mais pronta para as coisas do mundo.
Claro que as minhas mudanças naturais físicas não foram responsáveis totalmente por esta nova Fabi (pelo menos não totalmente). Passei por situações bastante complicadas neste último ano, que me fizeram repensar em muitas coisas da minha vida, especialmente em como eu via minha imagem, e como eu gostaria de te-la. Mas também tive a ajuda de pessoas muito especiais neste processo: se me foi tirado o sonho, me foi dado a realidade, que é muito mais bonita e muito mais interessante do que o que eu tinha antes.
Enfim... não sou feita de ferro!!! Sou carne, osso... tão um ser humano quanto qualquer um. Mas me sinto mais forte, e me fortalecendo cada dia mais.
Gostei de você desde o primeiro minuto. O primeiro momento, a primeira palavra trocada contigo. Aquele friozinho na barriga quando resolvi pegar o carro e ir na sua direção... mas sem medo: tinha absoluta certeza do tanto que Já gostei de você quando te vi caminhando na minha direção. Me deu uma ligeira sensação de já ter vivido aquela cena algum dia, talvez numa outra vida, mas meu coração deu um pulo, e mal soube explicar o porquê daquele sobressalto. Gosto de você com todos os seus poréns, justamente porque você é um produto maravilhoso de tudo aquilo que já viveu, e é isso que te faz uma pessoa tão singular. Aprendo muito contigo, e sou extremamente grata a isso. Gosto de absolutamente tudo em você... e sei que você gosta de mim também. Sem a necessidade de rótulos, vamos vivendo, e vendo onde esta estrada nos leva. O que é importante é a paisagem ao redor, e não o destino final. Por enquanto gosto de você... e você gosta de mim... e isso basta. Ponto final.
Dizem que para cada 5 minutos de sono que temos, vivemos pelo menos uma hora de sonho. Fica fácil de fazer a conta, imaginando que dormi pelo menos 10 horas de sábado para domingo.
Tive nesta noite um dos sonhos mais lindos que já pude viver. E sim, fiz questão de correr para o primeiro pedaço de papel para rapidamente colocar em detalhes tudo aquilo que vivi. Gosto de lembrar-me dos meus sonhos, para tentar entender como minha mente funciona, e até onde tudo isso faz parte do que eu vivo, e o que faz parte do meu subconsciente.
Abri meus olhos, e lá estava eu, sentada no meio de um campo de lírios brancos. Senti que segurava um manuscrito em minhas mãos, e que verdadeiramente adorava o conteúdo daquelas páginas, apesar de não lembrar o que exatamente era. Não havia ninguém ao meu redor, e eu só me lembro da sensação de paz que aquele ambiente me trazia. Sabia, simplesmente, que aquele ano era o ano de 1864, e que eu estava em alguma planície distante da região da Escócia. Eu usava um delicado vestido branco, com babados e rendas, e uma luva que me cobria até a região dos cotovelos. Fazia muito calor, mas eu sempre trazia comigo meu leque e minha sombrinha. Era difícil de respirar aquele ar profundamente, imagino que meu espartilho estava apertado demais (típico da tal Era Vitoriana).
Alguém se aproxima de mim, lentamente. Sinto seus passos se aproximando atrás de mim, mas o fator hipnótico daquela paisagem juntamente com aquele ar fresco, associado às palavras lindas daquele manuscrito que eu lia me transportavam para outro mundo, me impedindo de prestar atenção ou notar qualquer movimento diferente à minha volta.
De repente, sinto mãos passando pelos meus cabelos cacheados, ligeiramente presos, até chegar aos meus olhos, me cobrindo a visão, como se esperasse que eu adivinhasse quem era. E prontamente adivinhei, apesar de não me lembrar do nome que pronunciei naquele instante. Aquele homem significava muito pra mim, apesar de não conseguir identificar quem ele era. Sentia meu coração pulsar muito forte, mas ao mesmo tempo num ritmo bom, calmo e tranquilo.
Ele trazia uma cesta cheia de frutas, e um delicioso suco que me fez sentir melhor daquele calor que sentia. Conversamos, sobre tudo e sobre todos, por horas a fio, sem nos cansar. Sem nos preocupar com o que o mundo lá longe nos trazia, nem preocupações que nos esperavam. Só nós dois, fazendo aquelas horas da tarde se tornarem dias.
Uma brisa fresca toca meu rosto. Sinto como se sua mão tocasse a minha. Acordo em minha cama, com a janela entreaberta e o vento da manhã entrando no meu quarto. E sem nem bem notar, um grande sorriso se abre no meu rosto. Estou pronta pra começar meu dia.
Olhei-me hoje no espelho, procurando algo em mim que lembrasse meus 30 anos. Única coisa que pude achar entretanto foram uns poucos cabelos brancos (herança de família) e um parco esboço de um risco no canto do olho, que chega até a dar um certo charme ao meu rosto. Meus trinta anos chegaram... e virão mais 30, 60, e eu não tenho com que me preocupar. O tempo é meu aliado!
Meu rosto poderá não parecer mais tão jovem, meus longos cabelos castanhos com o tempo irão ganhar tons de cinza, talvez eu não tenha mais tanto fôlego para seguir os mesmos passos, mas meu coração ainda será leve, e minha mente será ágil e ainda capaz de trazer alegria a todos aqueles que me amam de verdade!
Obrigada meu amigo... por me lembrar de quem eu realmente sou, e principalmente por me lembrar de quem eu ainda tenho capacidade de ser. O tempo agora está em minhas mãos, e prometo que vou sempre fazer um ótimo uso dele.
Cuidado... esse post tem altas doses de ironia e sarcasmo... bom para ouvir a marchinha de carnaval abaixo (já que temos mais de 180 milhões de palhaços no salão, e o Brasil é MESMO um carnaval, com um banquete a base de panetone e pizza).
Para quem já não se lembra mais, já que o brasileiro mediano (pra não dizer mediocre, que basicamente significa a mesma coisa)não se lembra de muita coisa que vá além de futebol, novela das oito ou a fofoca sobre a nova ex-celebridade que está envolvida em um super escândalo sexual, há pouquíssimo tempo atrás a imprensa idônea deste Brasil (leia-se programas de televisão como CQC, qualquer jornal da TV Cultura, radio Kiss FM, CBN e revistas como Carta Capital, Caros Amigos e até mesmo uma revista chamada OCAS) fez uma baita campanha em prol da criação de um site de internet chamado FICHA LIMPA, onde o público em geral poderia consultar sobre a "ficha corrida" dos nossos queridíssimos candidatos para as próximas eleições.
Hoje, no meio de mais um dia de trânsito infernal as 3 da tarde eu, ao ouvir a Kiss FM, recebo a notícia que o site FICHA LIMPA estava sendo o maior fiasco. Acontece que tinhamos parcos 39 candidatos inscritos no site e, pasmem, o único candidato à presidência que tinha sua ficha cadastrada no site é o Plinio de Arruda Sampaio, do PSOL.
Agora, o projeto do site é até interessante. Fiquei pensando então, depois de receber a notícia, o que estaria acontecendo de errado pra ter só 39 candidatos inscritos... o que estaria errado. Pois é: DESCOBRI O LUSITANISMO!!!!!
Sabe quem tem que colocar as informações no site: OS PRÓPRIOS CANDIDATOS. Se EU, eleitora, maior de idade, tiver informações comprovadas sobre algum candidato, eu não posso compartilhar isso... não por esse veículo de informação. Acontece, que o meu poder de alcance não é em cadeia nacional, e quem tem esse tipo de poder nas mãos está mais sujo do que pau de galinheiro (SIM, É DA GLOBO QUE EU ESTOU FALANDO).
Vamos passar para frente essa informação. Isso é ridículo demais pra poucas pessoas ficarem sabendo!!!
Imagine então você, indo pra faculdade às 7 da manhã, maldizendo o mundo pelo frio eterno (parece até o Mundo Branco de Nárnia), morrendo de saudades da sua cama quentinha, quando de repente, eis que uma girafa cruza seu caminho... e ainda mostra a língua!!!